A Volta ao Mundo em Atlas – Parte 07
(imagem: km6xo)
Na última parte da história, Ludovico encontrou seus netos embarcando no seu balão, e após tentar faze-los desistir da idéia, decidiu acompanha-los, sabendo que sua filha, Beatriz, mãe das crianças, está doente. Para onde o velho pretende leva-los?
O balão já alcançava as altas do céu, passando por nuvens. Liliana via a casa de seu avô se distanciar, virando uma casinha que parecia ser de brinquedo, perdida no meio da vegetação. A propriedade de seu avô era afastada da cidade, no meio do campo. Tudo parecia uma cena de brinquedo para ela. Enquanto isso, Sophia olhava o horizonte. Queria tocar as nuvens. Sentia-se voando.
Henry acompanhava seu avô em tudo. Queria aprender ao máximo como pilotar o balão, cuidar do peso do cesto, prestar a atenção na chama que aquece fazendo-o voar. E Ludovico, ainda meio relutante quanto ao interesse do garoto, tentava explicar como podia.
- Vovô, para onde vamos? – perguntou Liliana.
- Preciso primeiro do “Atlas”. Abra-o na última página. – disse o velho.
Liliana abriu o pesado e antigo livro na última página, e nela, envelhecida e manchada pelo tempo, havia algo escrito. Ludovico pediu para que a menina lesse a mensagem, que estava escrita a mão, com uma grafia um tanto sofisticada.
- “Sobre as estrelas do céu…” – começou a ler - “À Oeste dos mares infinitos… Estou contigo, minha adorada terra… Terra de prazeres e sofrimentos, de sonhos e pesadelos… Ó criador, carregue-me nas tuas asas rumo à terra que escolhi para ser o meu lar, o lar do meu coração… Abra meus olhos, tire minha mente da escuridão e mostre-me… Atlas!”
Nesse exato momento, uma tempestade aproximara-se do balão. Eram nuvens pesadas e negras, raios saiam delas.
- Todos se protejam dentro do cesto! – disse Ludovico.
A tempestade parecia querer destruir o balão. Ventos fortes balançavam o cesto.
- Não é melhor desviarmos da tempestade? – perguntou Sophia.
- Não! Eu sei o que estamos fazendo… – disse o velho.
Enquanto todos se assustavam com a tempestade, curiosamente, Lili, a caçula, não dava bola às nuvens assustadoras. Só conseguia pensar na mensagem que lera no livro”: “Ó criador, carregue-me nas tuas asas rumo à terra que escolhi para ser o meu lar, o lar do meu coração…”
- Faz tempo que não pego uma tempestade dessas! – disse Ludovico, estranhamente animado.
- Vovô, acho que o balão vai furar! – alertou Henry.
E não demorou muito para que isso acontecesse. Um raio atingiu a lona do balão, furando-a. O cesto se desprendeu e começou a cair, assim como seus tripulantes. Liliana segurou forte a livro, mas infelizmente não pode se segurar ao cesto, caindo mais rapidamente que os demais. Sophia tentou segurar sua irmã, mas não consegui.
Lili foi caindo, mas segurava tão forte o livro que não percebia a altura. De repente, sentiu que não estava mais em queda no céu vazio… Parecia estar deitada sobre algo macio e quente. Mas o que seria?
Continua…
Onde será que Lili caiu? E seu avô e irmãos? Não perca a continuação. Tchau!
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